domingo, 29 de novembro de 2009

No meu mundo.


Eu vivo num outro planeta.
Nesse meu mundo as pessoas ainda choram por alguma razão ou por alguém.
Aqui pessoas vibram, dão colo umas para as outras sem apontar seu dedo enorme como a grande sabedoria – razão, razão e razão.
Eu não quero ter razão. Eu quero sentir.
A essa altura da vida eu não me sinto em casa em lugar algum.
A minha casa não é a minha casa e o meu coração não é a minha casa enquanto nele houver um buraco gigante que tem um nome só.
Então, é aqui dentro de mim – que vivo. [...]

No meu mundo não existe a contemplação desse monstro solitário que alguém precisa ser pra ter sorte e sucesso. Aqui não se corre do amor, porque existir só é existir quando você se joga, se mostra, fraqueja, grita, chora, enfrenta, reza, volta atrás, se contradiz, se esquece um pouco pra gostar mais de alguém, se culpa, se perdoa e começa tudo de novo – sem medo.
Eu não quero a porra da razão. Eu quero a magia do sentir. [...]

No meu mundo - eu e a solidão fazemos companhia ao barulho dessas janelinhas que abrem e fecham na minha cabeça - a tentativa de não mudar ou não enlouquecer !
Desafiando a felicidade, eu resolvi ficar aqui pra sempre.

(Fabiana Borges)

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