Será que foi Mel Gibson quem fez esse filme? Ele tenta retratar, um pouco, as necessidades do mundo feminino, tema sobre o qual muita gente fala.
Alguns dizem que somos insaciáveis, queremos sempre muito, nunca estamos felizes, somos umas chatas ...
Deixando de lado algumas raras exceções, nós, mulheres, não precisamos de muita coisa. O que queremos de vocês homens, é na verdade quase nada...
Incrível como não conseguimos mostrar, ou como vocês não conseguem ver... Queremos atenção — e isso pode ser cinco minutos de conversa antes de dormir. Queremos um bilhete num guardanapo, um elogio bobo, um olhar de cumplicidade, um abraço forte se chorarmos.
Não se preocupem em nos dar a solução dos nossos problemas, a nós basta que vocês nos peguem na mão, talvez por uns minutinhos, não importa...
Não precisam pagar as nossas contas, mas nos acompanhem naqueles almoços de família, não precisam ter carro importado, mas tentem abrir a porta e diminuir o ar condicionado de vez em quando...
É pouco o que queremos! Lavem uma louça, façam um chá quando estivermos doentes — talvez sejam seis vezes ao ano e isso vale mais do que jóias ou presentes...
Precisamos que não nos esqueçam, que não cessem os carinhos, que não morram as flores, que não nos matem de indiferença, de saudades, de decepção...
Sejam verdadeiros, sejam cúmplices, não nos traiam, por favor... Será que é muito pedir que não mintam?
Às vezes, parece que somos ciumentas e insanas, mas não é verdade. No fundo não nos importamos com o futebol, com os amigos, mas precisamos que, quando vocês estiverem conosco, estejam de fato.
Abaixem o volume da TV, nos escutem, estejam perto quando tudo estiver difícil...
Não precisamos de muito... precisamos mesmo de um homem comum que nos cubra enquanto dormimos, nos olhe quando falamos, sorria quando acertamos, e que não nos humilhe quando erramos...
É bobagem achar que nos conquistam com força, músculos, dinheiro, luxo.
Talvez nos encantemos, mas encantamento passa como passa a beleza e o dinheiro e, no final, o que fica mesmo é uma mão quentinha pra apertar a sua, um papo bom no final de tarde, uma surpresa simples de manhã...
Afinal de contas, o que mais que pedimos mesmo?
(Martha Medeiros)
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