O cara me amava, e eu nem o notava.
Eu o enxerguei e ele desapareceu.
Pra sempre.
Gostaria de dizer que essa história só aconteceu comigo, mas sei que estaria mentindo. Isso é
tão comum quanto se apaixonar pelo melhor amigo, quanto querer um beijo do professor de
portugês, quanto sentir saudade do ex namorado num domingo à tarde.
Acontece.
Você se apaixona por um cara que aparentemente sente o mesmo por você; ele manda flores e você
cria borboletas. Tudo lindo. Até que em um belo dia ele acorda com vontade de nunca mais...
Não te liga. Não te atende. Monossilábico. Sim. Não. Depois.
Não te liga. Não te atende. Monossilábico. Sim. Não. Depois.
O segredo talvez seja nunca entregar o troféu. Não dizer eu te amo – sempre – primeiro.
Deixar claro que existem outros concorrentes, outras chances de ganhar. Que o jogo ainda não acabou.
Deixar claro que existem outros concorrentes, outras chances de ganhar. Que o jogo ainda não acabou.
Então amar é jogar um jogo? Não.
Fazer durar pra sempre é.
[Blog depoisdosquinze]
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