domingo, 28 de março de 2010

A "verdadeira" amizade entre homens e mulheres

A "verdadeira" amizade feminina:

Duas mulheres se encontram na rua, uma delas saindo do cabeleireiro:

Mulher 1: Olá, querida! Você cortou o cabelo?

Mulher 2: Cortei amor! Você não imagina com quem.. Edson, aquele mago da tesoura.

Mulher 1: Maaaraaavilhooosoo. Ficou 10 anos mais moça. Essas mechas, que bárbaro! Vou mandar fazer igualzinho. Foram luzes?

Mulher 2: Não menina, é uma técnica nova de clareamento que ele trouxe da Itália. Imagina que ... blá blá blá... (Meia hora depois...)

Mulher 1: Então tá bom querida. Corre pra casa que teu namorado vai morrer de orgulho da mulher que tem.

Mulher 2: Ai amiga, te adoro! Beijinhos!

Mulher 1 sai pensando: Como essa perua ficou ridícula! Será que ela não se enxerga? Não sei como aquele gato do namorado dela continua com ela. Se der mole eu agarro ele.

Mulher 2 sai pensando: Essa galinha deve estar morrendo de inveja do meu visual. Ainda quer fazer igual, vê se pode! Com aquele cabelo que parece um arame. Nem com implante!


A verdadeira amizade masculina:

Homem 1: Opa! E aí seu filho-da-puta? Tava cortando o cabelo, né?

Homem 2: Não Jacu... tirei pra lavar!

Homem 1: Que merda de corte, heim? Tu tá parecendo um viado. O cabeleireiro entendeu pra bixa ao invés de capricha é?

Homem 2: É... mas tua mãe gostou.

Homem 1: Falou então! Ah, manda um beijo pra aquela gostosa da tua irmã, viu?

Homem 2: Vai se fuder, seu corno! Até mais!

Homem 1 sai pensando: Esse cara... gente finíssima!

Homem 2 sai pensando: Adoro esse cara... Muito gente boa...


(Gabito Nunes)

domingo, 21 de março de 2010

Por que tu não tem namorado


Perguntaram pra mim: "Por que eu não tenho namorado? Algo em mim repele os homens? Sou uma mulher embargada? Há uma placa de 'proibido estacionar' em minhas costas? Me diga!". Olha, eu não sei porque não tem namorado. Honestamente.

Poxa, come batata frita, torta de limão, churrasco e trufa de leite condensado. Ok, a alcunha de magricela, cabo de vassoura ou Olívia Palito nunca lhe serviram, talvez. Urros sobre sua suposta suculência não têm advindo de prédios em construção, quiçá. Quem sabe não fica bem de "tomara-que-caia", tropica no salto agulha, não combina numa minissaia. Mas desbanca a miss Venezuela num vestido primaveril, pisando numa rasteirinha prateada, com o cabelo preso naquele lápis cor-de-rosa, soprando a franja pra cima no calor. Não vai me acreditar, mas tu é bonita.

Tu passa longe de uma Fernanda Young, uma Lya Luft, uma Sandra Werneck. Mas tu é inteligente à sua maneira. Assiste novela, mas não comenta a vida dos personagens. Gosta da Clarice, da Cecília, da Martha. Curte o Tom, a Adriana, o Nando, a Zizi, o Cazuza. Trabalha, suspira, trabalha, checa as unhas, trabalha, sonha, trabalha, belisca uma água-com-sal, trabalha e um colega te olha. E te acha bonita idem. E também se intriga com tua solteirice.

Tem princípios iguais os da mãe. Mas se acha careta, às vezes. Não cede, mesmo só. Adora sexo, embora não faça com a mesma frequência do desejo. Se faz não vibra na mesma frequência do parceiro. Sente raiva por ser secretamente boba, romântica e demodê. Se derrete mais rápido que sorvete napolitano na xícara de sopão quando a mocinha diz "você me fez acordar com um sorrisão no meu rosto". Chora na frente de ninguém, ai de ti se mais alguém souber. E você não vê a hora de um príncipe encantado por ti libertar esse riso largo atrofiado, mas sabidamente bonito.

Tem suas esquisitices. Dorme de edredon e ventilador, coleciona esmaltes, cerra as pernas quando sentada e fica coçando o joelho com uma das mãos enquanto a outra segura a cabeça pelo queixo, ensaia dança do ventre pro espelho do banheiro, faz duas vezes antes de pensar, tem uns "nhe-nhe-nhê" de mulherzinha, mas qual não tem? É até bem charmoso. Nada tão relevante quanto sua forma meiga e carinhosa de perguntar "tu tá bem?". Nada mais importante que teu ímpeto de cuidar dos outros. Nada que mude minha convicção de que tu é bonita.

O que te falta? Falta tu mesma se convencer do que te falo com certeza. Tu merece alguém que abra os olhos diariamente e pense: "cara, eu tô com ela, eu sou o namorado dela!". Que goste da tua boca, do teu ombro, do teu cabelo bagunçado, do teu calcanhar, da tua cintura, das tuas mãos, do cheiro da tua pele, das sardas do teu rosto. E isso vai acontecer naturalmente ao você se dar conta de que tu é bonita, no âmago e na lata. Eu acho, teu ginecologista também, o colega de trabalho assina embaixo. Um dia serás o amor da vida de alguém, do jeitinho que tu é. Falta tu. Acorde hoje e repita: "eu sou bonita".

(Gabito Nunes)

Prestações de saudade


(...) Saudade é uma felicidade retardada. É deitar na rede e ficar lembrando das ardentes reconciliações depois de brigas homéricas por motivos desimportantes. Sente-se falta de detalhes, como uma toalha no chão, dias chuvosos, da cor dos olhos. A saudade só não mata porque tem o prazer da tortura. (...)

Sentir saudade é ter a ausência sempre do seu lado. É mudar radicalmente a rotina, comer mais salada e menos sorvete, frequentar lugares esquisitos, ter dias mais compridos, ter tempo para os amigos, para o vizinho e para a iguana do vizinho. A saudade é a inconfortável expectativa de um reencontro.

Às vezes a saudade é tão grande que nem é mais um sentimento. A gente é saudade. É viver para encontrar o olhar da pessoa em cada improvável esquina, confundir cabelos, bocas e perfumes, sorrir com os lábios tendo o coração sufocado. Porque mesmo a saudade sendo feita pra doer, às vezes percebemos que ela é o meio mais eficaz de enxergar o quanto amamos alguém, no passado ou no presente.

Por que a saudade é o muro de Berlim desmoronando no chão, capaz de agregar opostos, como a tristeza e a felicidade numa coisa híbrida. Se você tem saudade é sinal que teve na vida momentos de alegria com ela ou ele! No fim das contas, a saudade que agora lhe maltrata nada mais é que uma dívida sendo paga em longas 36 prestações pelo amor usufruído. Agora aguenta...

(Gabito Nunes)

sábado, 20 de março de 2010

A carta que minha ex-namorada não mandou


Eu te traí da forma mais bela possível, seu babaca. Fiz com outro tudo aquilo que você não fez comigo. E sim, eu jogo toda a culpa em você, sem medo de estar cometendo quanquer tipo de injustiça. Você foi o primeiro motivo pelo qual corrompi tudo aquilo que eu achava tão certo.


E você pensa que foi por sexo? por tesão? por variedade? Aí que você se engana, seu imbecil! Foi por vingança. Por todas as vezes que fiz planos para o futuro sozinha. Por todas as vezes que meu ônibus passou na frente do cinema e vi cartazes de filmes que você jamais me levaria. Pela vez que você me deixou ir sozinha ao casamento da minha prima no interior. Por quando você me trocou pelo seu maldito computador. Pelas vezes que te liguei chorando de saudade e você ignorou. Pelas vezes que você não entendeu meus "réco-récos" de mulher, como chamavas. Pela ocasião que você gritou comigo no seu carro. Por me fazer acreditar que o problema era eu. Por todas as noites que me faltaram uma mensagem de "dorme bem" no celular.


Você sabe o que é ter um namorado e ainda assim se sentir sozinha? Eu sei, seu idiota. Certamente deve estar pensando que sou uma vadia sem coração e se te serve de consolo, aceito o pronome. Mas não foi o corpo de outro que fui buscar ou deixei vir atrás de mim. Fui em busca de um olhar de desejo, alguém que me fizesse sentir bonita de novo, que andasse de mãos dadas comigo no parque, que me fizesse uma massagem longa antes de me comer, que me levasse pra ver a lua no sábado, que fizesse eu voltar a rir de boba, Enfim, precisei de um pouco de poesia na minha vida demasiado pacata e serena. Coisa que você tornou-se incapaz.


Minha gasolina foi lembrar de todas as vezes que você não foi homem. Das vezes que tive de abortar a mulher em mim e ser sua mãe porque você era um menino (ou um bebê), das vezes que me comportei feito uma mulherzinha chata porque você era um insensível misógino. Aprenda uma coisa de uma vez por todas e não esqueça disso ao namorar a próxima tola que se encantar com você: nunca deixe de prestar carinho e atenção à mulher que escolheu ser só sua.


É engraçado. A gente troca juras de amor, diz que nunca vai se separar e deposita todas as suas expectativas num relacionamento, achando que encontrou tudo aquilo que procurava e termina traindo a pessoa que você dedicou cuidados, confiança e cafuné de maneira tão fria, suja e cruel, fugindo da gente mesmo.


Sabe o que mais me dá raiva e me faz te odiar? Porque fui tremendamente apaixonada por você, um babaca que me quebrou, me privando de sentir todo aquele alvoroço novamente por outro homem, fazendo todo cara que se aproxima de mim parecer só mais um outro qualquer. Porque você implantou no fundo do meu peito que não vale a pena se doar tanto e pra depois enxergar que todo amor, que parece não acabar, tem o mesmo fim.

(Gabito Nunes)

Um ano e meio.



Nunca fui atrás de você, tampouco procurei saber. Por uma única e elementar razão: esquecer você, ou melhor, aprender a conviver com o céu, o sol, o mar e as crianças sozinho foi a coisa mais difícil que já fiz na vida. Então fica fácil simplesmente não me permitir procurar ou saber de você. A força dessa resistência é meu prêmio por superar a abstinência, como jamais vi um humano fazer. Fiquei bom nisso. Se amar alguém ensandecidamente e não ousar pensar nesta pessoa por mais de dois minutos fosse esporte olímpico, eu subiria no lugar mais vertiginoso do pódio. Lá de cima, diante dos microfones de imprensa, eu agradeceria afoito e suado às intermináveis festas estranhas, às mulheres vulgares de uma noite só e cada gole etílico que tomava conta do espaço deixado pelo mar de lágrimas do primeiro ao sétimo dia. Foram imprescindíveis, logo seria justo repartir a alegria mais triste que já conheci.


Hoje sou um homem recomeçado, menos verde, mais bem vestido, mais ciente das minhas atribuições de homem/namorado/amante, mais disposto a sorrir, mais receptivo ao toque, menos crente de que as outras não passam somente de "as outras" e, pra ser sincero, só um pouquinho infeliz. Então no meio de tudo, desta programação de infinitos passos, vem você abrupta feito um frisbe no maxilar na beira da praia, sem dar tempo de notar de onde veio:


- Ainda te amo.


Bem agora. Bem no mês que eu parecia estar conseguindo colocar o mundo todo de cabeça pra cima novamente, com o toque mental de um super-homem. Justo quando eu terminava de unhar as casquinhas nojentas das feridas que você mesma abriu. Logo quando eu havia conseguido aceitar a ideia de retornar a lugares públicos que me trouxeram alegria, ar puro, paixão - entenda, precisei anular neste um ano e meio, como um alcoolista que não pode se aproximar de uma trufa de rum que volta a beber.


Pois eu te proíbo de me querer, de dizer que me ama ainda, de ser meu chão, de pensar em mim, de me oferecer mais. Tenho mérito a esse direito. Minha resiliência segue em franca inclinação, meu universo segue em franca expansão, meu vagar em busca de um novo amor continua de pé. Se hoje eu não fosse prisioneiro da liberdade, te devolveria:


- Ainda te amo.


Mas não possuo caradura o suficiente para jogar no lixo todo tempo que levei pra superar o baque da sua ausência. Sem garantias, simplesmente já não dá mais pra acreditar no amor.

(Gabito Nunes)

segunda-feira, 1 de março de 2010

COMO LEVAR UM FORA E SAIR POR CIMA






Enquanto fazia um curso em outro país, uma brasileira recebeu uma carta de seu noivo pedindo que ela devolvesse a fotografia dele porque ele se apaixonara por uma outra mulher.



A garota ficou arrasada, seus colegas de classe tentaram em vão consolá-la.

Até que ela teve uma idéia: pediu uma foto de cada um deles e enviou-as ao ex-noivo com o seguinte bilhete:

"DESCULPE, MAS NÃO ME LEMBRO QUAL É A SUA. PEGUE AÍ E DEVOLVA O RESTO"