Em qualquer lugar do mundo existe uma mulher pronta para ser beijada.
Uma mulher que espera há muito o homem que lhe dará o beijo arrebatado.
Em Londres há uma mulher assim, esperando a hora de ser beijada.
Veste uma longa saia azul marinho, uma blusa branca de seda e sapatos altos com bicos finos. Ela morde os lábios enquanto espera.
Em Roma, a mulher que espera o beijo inopinado, traz os vastos cabelos soltos e uma calcinha vermelha diminuta que lhe percorre perene o rego largo. Ela aperta os braços enquanto espera.
Em Paris existe uma mulher ansiosa por um beijo impetuoso.
Suas maçãs do rosto salientes, o nariz afilado e o queixo projetado configuram a moldura da cena presumida.
Ela passa as mãos nos seios enquanto espera.
Em Berlim há uma mulher ardente, impaciente por um beijo violento e indecente. Ela está nua por baixo do vestido negro e sua vagina pensa estar chegandoa hora de beijar.
Ela esfrega uma coxa na outra enquanto espera.
Em São Paulo, Salvador, Montevidéu, Lisboa e Madri existem mulheres prontas para receber o beijo veemente.
Em Buenos Aires, a mulher que espera o beijo tem o olhar que ilumina o hemisfério sul.
Ela veste um casacão grená e seus braços são longos como o Rio da Prata.
Ela massageia seus lábios com a própria língua enquanto espera.
No Rio de Janeiro há também uma mulher assim.
Ela é a síntese de tudo quanto pode beijar o beijo.
Cabelos feitos para vendavais. Olhos claros e límpidos como cristais.
Braços e pernas colossais. Coxa e sexo abissais.
Boca harmonizada em ais para que os movimentos linguais cumpram seus desígnios helicoidais.
Seios ávidos por toques espirais.
Ouvidos atentos a declarações de amor triunfais.
Ela veste uma roupa discreta dessas de colegiais
e se arrepende do que fez e do que faz,
enquanto me espera,
sabendo que eu não volto mais.
Uma mulher que espera há muito o homem que lhe dará o beijo arrebatado.
Em Londres há uma mulher assim, esperando a hora de ser beijada.
Veste uma longa saia azul marinho, uma blusa branca de seda e sapatos altos com bicos finos. Ela morde os lábios enquanto espera.
Em Roma, a mulher que espera o beijo inopinado, traz os vastos cabelos soltos e uma calcinha vermelha diminuta que lhe percorre perene o rego largo. Ela aperta os braços enquanto espera.
Em Paris existe uma mulher ansiosa por um beijo impetuoso.
Suas maçãs do rosto salientes, o nariz afilado e o queixo projetado configuram a moldura da cena presumida.
Ela passa as mãos nos seios enquanto espera.
Em Berlim há uma mulher ardente, impaciente por um beijo violento e indecente. Ela está nua por baixo do vestido negro e sua vagina pensa estar chegandoa hora de beijar.
Ela esfrega uma coxa na outra enquanto espera.
Em São Paulo, Salvador, Montevidéu, Lisboa e Madri existem mulheres prontas para receber o beijo veemente.
Em Buenos Aires, a mulher que espera o beijo tem o olhar que ilumina o hemisfério sul.
Ela veste um casacão grená e seus braços são longos como o Rio da Prata.
Ela massageia seus lábios com a própria língua enquanto espera.
No Rio de Janeiro há também uma mulher assim.
Ela é a síntese de tudo quanto pode beijar o beijo.
Cabelos feitos para vendavais. Olhos claros e límpidos como cristais.
Braços e pernas colossais. Coxa e sexo abissais.
Boca harmonizada em ais para que os movimentos linguais cumpram seus desígnios helicoidais.
Seios ávidos por toques espirais.
Ouvidos atentos a declarações de amor triunfais.
Ela veste uma roupa discreta dessas de colegiais
e se arrepende do que fez e do que faz,
enquanto me espera,
sabendo que eu não volto mais.
Fadel.
